Deana Barroqueiro
DEANA BARROQUEIRO é autora de numerosos romances inspirados em conhecidos personagens da História. A sua pesquisa minuciosa leva-a a recriar com riqueza de pormenores os ambientes onde se passam as histórias, fazendo com que seus leitores viajem no tempo e no espaço e vejam o mesmo que o aventureiro viu, observem a estranheza dos lugares e costumes, sofram a mesma surpresa e o medo dos heróis, ouçam os mesmos sons, cheirem e saboreiem as mesmas iguarias...
Não aceito este Acordo Ortográfico
Assinei todas as petições contra, ainda não calei os meus protestos e nunca aceitarei ter os meus livros "emendados", segundo o Acordo. Se me quiserem obrigar a fazê-lo, não voltarei a publicar outro livro no resto da minha vida.
O que me custou mais em todo o processo foi exactamente a falta de amor pela nossa Língua, a qual, sendo a matriz de todas as variantes do Português falado no mundo, os promotores do Acordo dizem querer valorizar, corrompendo-a para a aproximar das ditas variantes, porque é de facto apenas desta subordinação que se trata e não de uma evolução do nosso idioma. É o mundo às avessas
Neste país nunca houve da parte dos governantes qualquer respeito pelos cidadãos, só fingem tê-lo no tempo das eleições, depois "borrifam-se" para o que pensamos ou queremos, porque estão habituados ao nosso conformismo, porque, enquanto povo, nós dobramos a espinha ao poder, não temos orgulho no nosso país, na nossa Língua que é o cerne da nossa identidade, da nossa História ou da nossa Cultura. Por isso temos uma troika estrangeira a estalar o chicote nos nossos lombos.
A nossa Língua evoluía naturalmente, como é próprio de qualquer idioma do mundo. O que se fez foi um "favor" não ao nosso país, mas a outro, uma cedência como muitas mais que os nossos governantes e os seus satélites têm feito, com esse eterno complexo de menoridade (falam com muita bazófia para esconder a insegurança ou a falta de cultura e de competência), dobram a cerviz por sua vez "aos de fora", "aos maiores e mais ricos" e sujeitam-se a acordos que as outras partes depois não respeitam. Já no anterior acordo, o Brasil, depois de o assinar, "borrifou-se" para ele e para nós e continuou a escrever como sempre o fez.
Venderam-nos por pouco e ficaram muito contentinhos! Alguns nem esperaram por a data do desastre. Este malfadado Acordo só entraria em vigor oficialmente em 2014, infelizmente os agentes de cultura, como os Media e as editoras, que deviam acautelar a Língua dos seus jornalistas e escritores, apressaram-se a render-se ao poder e aos interesses (decerto em futuros ganhos, ainda que possam vir a ser apenas fumo...).
Conto com os meus leitores, se gostaram de me ler até hoje, continuarão a ler-me no futuro, embora a "escrever mal e com erros", segundo o novo Acordo Ortográfico. Pelo que, desde já,peço a vossa compreensão e perdão, queridos amigos leitores.
Biografia
"Comecei a escrever poesia quando acordei de um coma de três dias, depois uma tentativa de suicídio aos vinte anos. Escrevo no intervalo da vida dos outros, quando todos dormem ou estão ausentes e eu entro noutra dimensão onde mais ninguém tem lugar." Leia mais...
"I began to write poetry when I woke up from a three days' coma, after an attempted suicide at the age of twenty years. Now I write historical novels and short stories, doing almost all my research and writing at home, in seclusion and through the night, when everybody is sleeping and I enter in another dimension where nobody else has room." Read more...
"A arte de contar, não se aprende. É um dom natural, nasce com a pessoa. Deana Barroqueiro possui uma força de expressão e uma elegância de estilo dignos de nota, ao mesmo tempo que mantém uma linguagem compreensível a todos. A sua escrita é perfeita e colorida, descritiva de uma maneira que nos transporta para a época em questão, ficando sempre com vontade de saber mais."
Maria Fernanda Pinto em "Artes e Letras" - Jornal Encontro, Paris
O Romance da Bíblia

Editora Ésquilo
O Romance da Bíblia - um olhar feminino sobre o Antigo Testamento: obra original e polémica sobre as mulheres e os homens dos livros sagrados.
Reedição, revista e reorganizada como um romance histórico, num só volume, dos Contos e Novos Contos Eróticos do Velho Testamento.
O Romance da Bíblia é destaque no Luso Americano!
O Espião de D. João II
Editora Ésquilo
A Ésquilo - Edições e Multimédia, publicou, em Outubro 2009, «O Espião de D. João II», o mais recente romance histórico de Deana Barroqueiro, referência na área do romance histórico e autora do best-seller «D. Sebastião e o Vidente», cujo Lançamento decorrerá, em parceria com o El Corte Inglés, no próximo dia 15 de Outubro, pelas 19h30. Veja fotos do lançamento AQUI.
A apresentação esteve a cargo do Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, actual Presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura.
O formidável Espião de D. João II possuía qualidades e talentos comparáveis aos de um James Bond e Indiana Jones, reunidos num só homem. A memória fotográfica, uma capacidade espantosa para aprender línguas, a arte do disfarce para assumir as mais diversas identidades, a mestria no manejo de todas as armas do seu tempo e, sobretudo, uma imensa coragem e espírito de sacrifício, aliados ao culto cavaleiresco da mulher e do amor que o fascinavam, fazem dele uma personagem histórica única e inspiradora.
El-rei D. João II escolhia-o para as missões mais secretas, onde qualquer outro falharia. Talvez esse secretismo seja a razão do seu nome de família e do seu rosto terem ficado, para sempre, na penumbra.
Em 1487, Pêro da Covilhã foi enviado de Portugal, ao mesmo tempo que Bartolomeu Dias, a descobrir por terra, aquilo que o navegador ia demandar por mar: uma rota para as especiarias da Índia e notícias do encoberto Preste João.
Ao espião esperava-o uma longa peregrinação de cerca de seis anos pelas regiões do Mar Vermelho, primeiro na companhia do albicastrense Afonso de Paiva, em seguida sozinho pelas costas do Índico até Calecut e, também, pela Pérsia, África Oriental, Arábia e Etiópia, descobrindo povos e culturas em lugares hostis, cujos costumes lhe eram completamente estranhos. Na pele de um enigmático mercador do Al-Andalus, o escudeiro-guerreiro do Príncipe Perfeito realizou proezas admiráveis que causaram espanto no mundo do seu tempo.
Neste romance fascinante, Deana Barroqueiro convida-nos a seguir o trilho de Pêro da Covilhã na sua fabulosa odisseia recheada de aventuras, amores, conquistas e descobertas inolvidáveis…
Deana Barroqueiro (Prémio Máxima de Literatura – Prémio Especial do Júri com o romance D. Sebastião e o Vidente) é, sem dúvida, uma referência da ficção histórica, em Língua Portuguesa.
Este livro, fruto de um rigoroso trabalho de investigação, unindo marcos de grande relevo histórico e uma descrição muito rica dos espaços e personagens, lê-se com fascínio da primeira à última página. * Leia entrevista no site Novos Livros
Dr. Guilherme d'Oliveira Martins Presidente do Tribunal de Contas e do Centro Nacional de Cultura
Semanalmente, na Página do CNC, o seu Presidente, na rubrica A Vida dos Livros, escolhe uma obra para apresentar aos seus leitores. Na semana de 14 a 20 de Dezembro de 2009, O Espião de D. João II foi o escolhido para a sua crítica perspicaz e fundamentada. Ver AQUI.
Dra. Elsa Rodrigues dos Santos Presidente da Sociedade de Língua Portuguesa
No programa Fantástica Aventura - uma grande viagem pelo mundo da escrita Lusófona, da RDP, a Dra. Elsa Rodrigues dos Santos, na sua análise crítica d'O Espião de D. João II, debruça-se em primeiro lugar sobre a acção e o protagonista Pêro da Covilhã e, em seguida, faz uma apreciação fundamentada à linguagem e qualidade literária deste romance. Ouvir AQUI.
João Paulo Sacadura entrevistou Deana Barroqueiro, no último dia 30 de Novembro, para o Programa Livraria Ideal na TVI24.
A entrevista, que faz uma retrospectiva de sua vida e obra, está online neste link. É só fazer correr as miniaturas dos entrevistados até ao dia 30/11. - Conheçam-na melhor!
Para quem perdeu, a entrevista concedida ao programa da Ana Aranha na RDP em 10/11, pode ser ouvida na íntegra AQUI.
O Navegador da Passagem
Porto Editora
Deana Barroqueiro lançou * O NAVEGADOR DA PASSAGEM * - a odisseia de um Homem espoliado do seu Sonho - pela Porto Editora em 17 Outubro de 2008 no Padrão dos Descobrimentos com prefácio do Professor Doutor Eduardo Marçal Grilo. Veja fotos do lançamento AQUI.
Bartolomeu Dias, que Fernando Pessoa consagrou como o Capitão do Fim na sua Mensagem, sempre me fascinou, tanto pela extraordinária proeza que levou a cabo, como pela falta de reconhecimento que sofreu da parte dos dois reis para cuja glória contribuiu com todo o seu ser, até ao sacrifício da própria vida. Todavia, a sua viagem da descoberta do Cabo da Boa Esperança e da passagem do Sueste entre o Oceano Atlântico e o Índico foi um marco de viragem para o desenvolvimento da Europa e de mudança na sua relação com o mundo e o Outro.
Verdadeira odisseia marítima que contém em si uma viagem iniciática do homem para o conhecimento de si mesmo, ou seja, das suas capacidades e limites, tão duramente postos à prova no sufoco claustrofóbico e monótono dessa espécie de prisão do mar que era uma caravela de descobrir, com a agravante da presença de mulheres degredadas a bordo, situação de que este romance se quis fazer espelho ao transformá-la em trama principal do emaranhado das suas narrativas. Bartolomeu Dias, ultrapassou, assim, a dimensão de português e fez-se História de outras nações como a África do Sul onde, com direito a estátua e museu, goza do estatuto privilegiado de herói primordial, por ter sido o primeiro europeu a pisar-lhe o solo e a estabelecer contacto com os seus povos.
A ideia de O Navegador da Passagem partiu de uma anterior pesquisa para os dois primeiros romances com que iniciei este meu fadário da escrita – Uraçá, o índio branco e O Cometa – com os quais mantenho uma cúmplice ligação, dado que os livros de aventuras permitem desenvolver as histórias de outras personagens do romance, inclusive desvendar o mistério e conhecer o verdadeiro nome do "grumete da cicatriz", o protagonista do Uraçá.
Assim, e em nome dessa tão grata cumplicidade com os meus leitores, está disponível, o texto integral gratuito dos romances relacionados:
* Leia a Crítica de Carlos Fiolhais
* Escute entrevista na Radio Alfa, Paris
* Escute entrevista na Radio Antena 1
* Escute entrevista na RadioTSF
D. Sebastião e o Vidente
Porto Editora
Romance de conspiração, mistério e revelação, que constitui o primeiro título da Porto Editora na área da ficção. D. Sebastião e o Vidente é um romance histórico de grande fôlego e inspiração, construído e narrado à maneira do século XVI, um dos séculos da sua especialidade, onde se enredam as vidas das duas personagens principais: El-Rei D. Sebastião e Miguel Leitão de Andrada. Veja fotos do lançamento AQUI.
"D. Sebastião e o Vidente apresenta, a páginas tantas, a intervenção de um narrador que entra em diálogo com o leitor e interpela-o, avança e recua no tempo, problematiza os assuntos, dá opiniões e conselhos, sugere cautela para as conclusões do leitor. O efeito conseguido é espantoso porque se trata de uma estratégia de aproximação ao leitor, não só porque o interpela e sugere a sua opinião, mas também porque o confronta com situações que coagem a pensamentos e reflexões sobre a época."
Ana Cabrera - Historiadora
Colecção Cruzeiro do Sul
Colecção Cruzeiro do Sul
Editora Livros Horizonte
Ilustrações de Lídia Lobo
Uraçá, o Índio Branco
Para escapar a uma morte certa, Gonçalo parte na nau de Pedro Álvares Cabral, sofrendo os maiores perigos e provações, para viver uma espantosa aventura entre os índios das Terras de Vera Cruz, durante o achamento do Brasil, transformando-se no Uraçá, o Índio Branco, depois de descobrir o amor onde menos esperava. Ano 2002.
O Cometa - Uma Aventura Impossível
Depois da saída do Brasil, Bartolomeu Dias, prestes a dobrar o Cabo da Boa Esperança, recorda a sua viagem de descoberta e travessia do terrível Cabo das Tormentas, a relação com as quatro mulheres negras que devia largar nas terras desconhecidas, as lutas com os antropófagos do Congo e a trágica história de amor. Ano 2002.
Um Homem das Arábias
Pêro da Covilhã I
1º volume dos cinco da saga do Escudeiro Pêro da Covilhã, o espião de D. João II para as missões impossíveis em Fez. Nos finais do Séc. XV, Covilhã parte em busca da rota das especiarias e do mítico reino do Prestes João, viajando até ao Cairo com Afonso de Paiva e depois sozinho por três continentes, disfarçado de mercador mouro. Ano 2002.
O Espião d’El-Rei
Pêro da Covilhã II
Pêro da Covilhã completa a 2ª etapa da viagem, lutando com corsários do Índico, para resgatar no Grande Desafio de Bisnagá as cativas do pirata Timoja. Enfrenta perigos ainda maiores, na Costa do Malabar, para as arrancar das mãos dos adoradores da deusa Kali – e descobre o Reino das Especiarias e os segredos das Naires de Calecut. Ano 2003.
A Pedra do Anel
Pêro da Covilhã III
Pêro da Covilhã segue de Goa para Ormuz e daí navega pela Costa Oriental de África, sendo não só o primeiro europeu, como também o primeiro homem branco a viajar por tais paragens, até Sofala, último lugar onde os barcos mouros podiam chegar, para conhecer lugares e estranhos costumes, nunca antes vistos por um ocidental. Ano 2003.
O Monomotapa
Em “O Monomotapa”, o Escudeiro de D. João II é o primeiro homem branco a conhecer o Zimbabwe, a misteriosa Cidade de Pedra. Sujeito à maldição de um talismã, vai salvar o príncipe do Monomotapa e descobrir as Minas de Salomão ou da Rainha de Sabá, três séculos antes do famoso e fictício herói, Allan Quatermain, de Sir Henry Rider Haggard. Ano 2003.
O Grande Abexim
Pêro da Covilhã V
O Grande Abexim" termina a saga de Pêroda Covilhã, um espião português do século XV. Num mundo hostil, dominado pelo medo e pela superstição, sem recurso a tecnologias de ponta ou sequer a armas de fogo ainda por inventar, Pêro da Covilhã só podia contar com a sua inteligência, engenho e coragem para cumprir com sucesso essa fantástica odisseia. Na última etapa da sua jornada, o Escudeiro de D. João II viaja incógnito até Medina e Meca, para conhecer a Caaba, percorre em seguida o Monte Sinai no rasto de Moisés e penetra finalmente na Etiópia para aí enfrentar o aguerrido povo das Amazonas e desvendar o encoberto reino do Preste João, o Grande Abexim. Ano 2004.
Esta colecção tem tiragem limitada, e pode ser encontrada na Editora Livros Horizonte e algumas outras livrarias ONLINE, como a WOOK, Bertrand, Bulhosa, Bookhouse e FNAC.